Naquela tarde eu e minha irmã fomos ver Flash Gordon no cinema. Eu era pequeno demais, estava fascinado coms os efeitos especias que desfilavam na tela, mas outra coisa me chamou muito a atenção, o ator principal. Um homem loiro de cabelos lisos...
Minha irmã tinha um amigo cujo os cabelos eram lisos e os olhos eram bonitos como o do ator, passei a me referir a ele como Flash Gordon também...
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
:: Capitulo VII :: O garotos da rua
Todo mundo tem uma turma quando criança. Eu tinha a minha turma. Gostava de brincar, correr, pular, dançar. Era uma criança feliz. Não posso te contar com exatidão como tudo começou. Na minha memória a coisa vem devagar, mas por vários fatos, pequenos, mas marcantes.
Tinha o hábito de gostar do que era proibido, do que "papai e mamãe achava feio".
Porque é feio ?
Não havia resposta.
Um dos garotos se chamava Lindomar. Ele talvez fosse o mais novo. Era com que eu mais brincava. Um dia nos trancamos dentro de um armário. La dentro ele pegou no meu penis e eu peguei no penis dele. Era uma brincadeira muito rápida.
Dava prazer, e eu queria brincar...
Foi o irmão de Lindomar e o um outro garoto que me disseram que eu tinha de "dar" para eles, provavelmente em troca de alguma coisa.
Eu não sabia... não tinha noção do que estava acontecendo. Eles eram mais velhos, queriam me "ensinar"... relembrar isso me dá uma certa angustia. Um nó aqui dentro, uma vontade de chorar. Aconteceu e eu não sabia oque estava realmente acontecendo.
Tem um pouco de vergonha, um pouco de pena de mim mesmo, um pouco de raiva.
Se pudesse, apagaria isso da minha vida...
Tinha o hábito de gostar do que era proibido, do que "papai e mamãe achava feio".
Porque é feio ?
Não havia resposta.
Um dos garotos se chamava Lindomar. Ele talvez fosse o mais novo. Era com que eu mais brincava. Um dia nos trancamos dentro de um armário. La dentro ele pegou no meu penis e eu peguei no penis dele. Era uma brincadeira muito rápida.
Dava prazer, e eu queria brincar...
Foi o irmão de Lindomar e o um outro garoto que me disseram que eu tinha de "dar" para eles, provavelmente em troca de alguma coisa.
Eu não sabia... não tinha noção do que estava acontecendo. Eles eram mais velhos, queriam me "ensinar"... relembrar isso me dá uma certa angustia. Um nó aqui dentro, uma vontade de chorar. Aconteceu e eu não sabia oque estava realmente acontecendo.
Tem um pouco de vergonha, um pouco de pena de mim mesmo, um pouco de raiva.
Se pudesse, apagaria isso da minha vida...
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
:: Capitulo VI :: Samuel
Tive um amigo que se chamava Samuel. Nome bíblico, familia batista. Samuel era, assim por dizer...curioso. Ele gostava de espionar. Um dia me convidou para ver o tio dele que dormia num barraco nos fundo da casa dele, dizia ela que o tio estava com o penis para fora... eu fui e não vi nada.
Tínhamos uma brincadeira, encostar o penis de um no outro. Ele sabia que era "feio", e me ensinou que era, então fazíamos escondido. Ninguém nunca soube disso.
Um dia discutimos por alguma bobagem de criança, voltamos anos falar, ainda brincamos um bocado juntos, e um monte de vezes "escondidos"... depois o tempo passou.. eu acho que ele se mudou... não sei oque aconteceu com ele.
Tínhamos uma brincadeira, encostar o penis de um no outro. Ele sabia que era "feio", e me ensinou que era, então fazíamos escondido. Ninguém nunca soube disso.
Um dia discutimos por alguma bobagem de criança, voltamos anos falar, ainda brincamos um bocado juntos, e um monte de vezes "escondidos"... depois o tempo passou.. eu acho que ele se mudou... não sei oque aconteceu com ele.
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
:: Capitulo V :: Foi assim...
Um garoto grande, bem mais velho do eu, me perguntou se eu queria ver o "piru" dele... não entendi porque ele estava me perguntando aquilo. Eu era muito novo, criança. Não entendi porque ele quera me mostrar... mas disse que sim, embora não tivesse nenhuma curiosidade. Minha vida e criança estava ligada a outras coisas. Inocente eu disse sim... e ele me mostrou, e me perguntou :
-É pequeno?
-Sim...
Respondi sem entender o porque... ele guardou dentro das calças.
Gente grande tem cada coisa estranha... pensei eu.
Ficou a curiosidade.
-É pequeno?
-Sim...
Respondi sem entender o porque... ele guardou dentro das calças.
Gente grande tem cada coisa estranha... pensei eu.
Ficou a curiosidade.
terça-feira, fevereiro 15, 2005
:: Capitulo IV :: Desinteresse
Porque estou a contar das paixões de minha infância ?
Para tentar situar em qual ponto ocorreu a mudança... em qual ponto me desviei... quando tudo começou.... Para isso. Com frequencia recorro a alguma lembrança como essa para tentar encontar meu caminho certo. Mas estou a tanto tempo fora do rumo que fica impossivel consertar tudo. Mas quem sabe eu possa amenizar as coisas... não ! Não posso. Não serei o orgulho do papai nem da mamãe. Nem da familia.
Tive algumas namoradas, paquerei algumas garotas, mas de algumas me lembro bem. De uma até me lembro nome, Vanessa. Não posso medir nada por ela. Hoje tenho uma opinião sincera sobre oque foi isso... namorei por fachada. Era para ter uma namorada porque todos queriam que eu tivesse uma namorada. Não era porque eu queria.
Depois veio uma gordinha, era muito apaixonada por mim. Claudinha. Nesta época eu já pertencia a Igreja. Não deu certo. Não durou... a culpa era minha mais uma vez. Perdia o interesse pelas garotas com rapidez, e isso era notado por elas com a mesma velocidade.
Algumas moveram montanhas por minha causa... por elas não movi nem uma palha. Não quero com isso ser visto como frio, machista ou coisa parecida. Era pura falta de interesse, a única coisa que uma garota não consegue enxergar num homem por quem ela esteja interessada, que aquele homem talvez não esteja interessada nela.
Para tentar situar em qual ponto ocorreu a mudança... em qual ponto me desviei... quando tudo começou.... Para isso. Com frequencia recorro a alguma lembrança como essa para tentar encontar meu caminho certo. Mas estou a tanto tempo fora do rumo que fica impossivel consertar tudo. Mas quem sabe eu possa amenizar as coisas... não ! Não posso. Não serei o orgulho do papai nem da mamãe. Nem da familia.
Tive algumas namoradas, paquerei algumas garotas, mas de algumas me lembro bem. De uma até me lembro nome, Vanessa. Não posso medir nada por ela. Hoje tenho uma opinião sincera sobre oque foi isso... namorei por fachada. Era para ter uma namorada porque todos queriam que eu tivesse uma namorada. Não era porque eu queria.
Depois veio uma gordinha, era muito apaixonada por mim. Claudinha. Nesta época eu já pertencia a Igreja. Não deu certo. Não durou... a culpa era minha mais uma vez. Perdia o interesse pelas garotas com rapidez, e isso era notado por elas com a mesma velocidade.
Algumas moveram montanhas por minha causa... por elas não movi nem uma palha. Não quero com isso ser visto como frio, machista ou coisa parecida. Era pura falta de interesse, a única coisa que uma garota não consegue enxergar num homem por quem ela esteja interessada, que aquele homem talvez não esteja interessada nela.
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
:: Capitulo III :: Do que eu me lembro...
As Patotinhas.
Entre elas uma menina me chamava a atenção. Não me lembro o nome, mas ela era linda. Cabelos lisos e pretos como uma índia, de fato suas feições eram meio índia, ou orientais.
Estou falando sobre isso, de novo, porque a sensação é boa. Era bom. Era um segredo, agora é só uma lembrança de infância. Falando assim é como se fosse uma tola coisa de criança. Mas para mim agora é cmo se fosse um tesouro valioso, de um sentimento que se foi.
Sim, já disse isso aqui, mas toda noite antes de dormir eu a beijava... era um sentimento doce e inocente, de um garoto que fantasiava dormir ao lado do seu amor toda noite. Procurando por estes sentimentos agora não consigo encontra-los dentro de mim a não ser um traço da lembrança que escrevo aqui...
Entre elas uma menina me chamava a atenção. Não me lembro o nome, mas ela era linda. Cabelos lisos e pretos como uma índia, de fato suas feições eram meio índia, ou orientais.
Estou falando sobre isso, de novo, porque a sensação é boa. Era bom. Era um segredo, agora é só uma lembrança de infância. Falando assim é como se fosse uma tola coisa de criança. Mas para mim agora é cmo se fosse um tesouro valioso, de um sentimento que se foi.
Sim, já disse isso aqui, mas toda noite antes de dormir eu a beijava... era um sentimento doce e inocente, de um garoto que fantasiava dormir ao lado do seu amor toda noite. Procurando por estes sentimentos agora não consigo encontra-los dentro de mim a não ser um traço da lembrança que escrevo aqui...
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