quarta-feira, agosto 15, 2018

"A gente não queria lutar..." (um email para Jhonata)

Ontem me aconteceu uma coisa legal.
Um amigo meu veio e me contou que se abriu para Mãe dele.
Esse meu amigo é gay, mas não aceitava o fato. Ontem ele me disse:
"Contei a verdade para minha mãe..."
Interessante. Ainda não contei a verdade para minha mãe. Contei para um mundo de gente, mas com ela estou em falta. Não me entenda mal. É como se eu quisesse protege-la de algum mal, da decepção. Muita gente fala que se fosse eu, se fosse aceitava numa boa... bobagem, ninguém sabe a reação até que vai ter diante do abismo até estar diante do abismo, e diante de um abismo, e quase impossível não se perder o fôlego.
Ontem também conversei com um cara que se apaixonou por um garoto da Igreja presbiteriana.
Ele é lindo, mas acredito que se apaixonou pela pessoa errada e pior foi correspondido. Eles saíram juntos, fizeram um monte de coisas legais juntos e transaram.
Até aí tudo bem, o problema era como o cara da igreja iria administrar isso com a vida religiosa dele, mas a coisa se agravou quando o cara de fora da Igreja, foi a té a igreja e gostou doque viu e sentiu. Deus é poderoso, a simples menção do Seu nome e Sua palavra, pode mudar a vida de muita gente. Pois ele foi tocado por esta força invisivel. Agora se sente triste e amargurado, porque sabe que sendo ele homossexual, não pode ter a Deus. Chora o tempo todo, é como uma condenação. Eu disse a ele : "Eu sei a extenção da sua dor..."
A Gente se sente condenado a estar fora da presença Divina. Condenado a não participar da graça, por simplesmente ser aquilo que somos.


Bjs

Eu