Os dias se passavam em JF, a vida ia dando seu jeito. Depois de F. não tive mais nenhum envolvimento com ninguém, não que me lembre.
Eu continuava sendo uma pessoa popular dentro da igreja.
Morei na casa alugada durante muito tempo, mas discuti com o camarada que "dividia" o aluguel comigo. Na veradade , discuti com a namorada dele e mesmo que ele não aparecesse muito em casa, acabei por indo morar a convite de um casal (também membros da igreja) numa casa mais longe ainda. Ele era militar e havia ganhado uma casa grande e boa numa vila militar. Haveria um quartinho que eles poderiam me ceder. Na mudança perdi mais da metade de minhas coisas. Meus talheres, roupas de cama, objetos pessoais. Não caberiam no quarto e o sofá que minha tia havia me dado, também ficou de fora.
Não demorou muito tempo, ele recebeu um proposta para ir para Roraima trabalhar nas fronteiras. Era uma proposta boa, pois eles venderiam todos os móveis e o exercito compraria movies novos para casa deles lá em Roraima. Fora os adicionais... não sei muito bem , mas seria uma boa, e assim foi que me mudei para um republica onde morava um dos membros da igreja. Ele estava saindo de lá e cederia a sua vaga para mim. Nesta é poca o estágio na siderurgica estava acabando. Eu poderia ser aproveitado, mas nem posso dizer se houve ou não interesse de meu tio para que eu ficasse lá. Acredito que ele era a única pessoa que poderia fazer algo por mim. O fim do contrato de dois anos estava acabando. Antes do fim do contrado ainda fui transferido para uma máquina de trefilar. Trabalho pesado. Eu que nem comia direito, magro e franzino, queimei minha mão e meus braços varias vezes por pura falta de prática na máquina. Eu havia estudado tanto tempo para terminar como um cordador de arame, rolando bobinas de arame da bitola de um dedo, muito pesadas. Passava aqueles turnos pensando do que havia valido tanto tempo estagiando na manutenção, de que havia valido tanto tempo estutando na Escola Técnica, debruçado em livros, acordando cedo esmiuçando desenhos... oque eu era agora... um pião. Não demorou muito me transferiram para uma outra máquina mais leve, que fabricava arame ovalado, mas sei lá não me adaptei. Eu era jovem, obstinado. Fiz corpo mole sim... num fim de turno nem passei o serviço, dei as costas e fui embora... era meu fim ali.